A
Lenda do Boto Cor de Rosa
Conta
na Amazônia, que os botos do rio Amazonas fazem charme para as moças que vivem
em vilas e cidades à beira-rio.
Eles
as namoram e, depois, tornam-se os pais de seus filhos!
Existem
dois tipos de botos na Amazonia, o rosado e o cinza (muitas vezes dito como
preto), sendo cada um de diferente espécie com diferentes hábitos e envolvidos
em diferentes tradições.
Viajando
ao longo dos rios é comum ver um boto mergulhando ou ondulando as águas a
distância. Se diz que o boto preto ou tucuxi é amigável e ajuda a salvar as
pessoas de afogamentos, mas o rosado é perigoso. Sendo de visão ineficiente, os
botos possuem um sofisticado sistema sonar que os ajuda a navegar nas águas
barrentas do Rio Amazonas. Depois dos humanos eles são os maiores predadores de
peixes.
A lenda do boto é mais uma crença que o povo costumava
lembrar ou dizer como piada quando uma moça encontrava um novo namorado nas
festas de junho. É tradição junina do povo da
Amazônia festejar o nascimento de Santo Antônio, São João e São Pedro. Em estas
noites se fazem fogueiras, se atiram foguetes enquanto se desfrutam de comidas
típicas e se dançam quadrilhas e outras danças ao som alegre das sanfonas. As
lendas contam que em estas noites, quando as pessoas estão distraídas
celebrando, o boto rosado aparece transformado em um bonito e elegante rapaz,
mas sempre usando um chapéu, porque sua transformação não é completa, pois suas
narinas se encontram no topo de sua cabeça fazendo um buraco.
Como
um cavalheiro, ele conquista e encanta a primeira jovem bonita que ele encontra
e a leva para o fundo do rio. Durante estas festividades, quando um homem
aparece usando um chapéu, as pessoas pedem para que ele o retire para que não
pensem que ele é um boto.
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